sábado, 7 de setembro de 2013

ESSE EU VI: ! INSTRUMENTOS MORTAIS !

“Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos”, não conseguiu me fisgar e apesar de ter sido melhor que “Percy Jackson”. A traminha teen do livro escrito por Cassandra Clare não funciona direito na telona, pelo menos não nessa 1º adaptação. É uma mistura louca de criaturas sobrenaturais, símbolos sagrados e historinha de “revista capricho”.

A direção acerta diversas vezes, mas não consegue segurar a seqüência inteira do filme, mesmo mostrando-se competente em cenas precisas mastigando tudo para o expectador, o que é ótimo para quem não gosta de imaginar e de cenas subjetivas. A cidade dos ossos, sub-título do longa, nem teve o devido destaque e pareceu não ter importância, pois não foi tão explorada... O que dizer do efeito especial do primeiro demônio que aparece? Aquele que estava disfarçado de cachorro: Absurdamente risível! Parece que um garoto de 10 anos fez aquele rabisco de Lula Molusco com “geléia do inferno” no SONY VEGAS... (risos eternos).


"Olha o que eu sei fazer!" - Se sentindo "poderosa" hahahaha

O roteiro é tão confuso que você fica os 30 minutos iniciais perdidão na história, vendo o show de bizarrices acontecer. Bizarrices essas que incluem a interpretação fraca e quase sem nenhuma expressão do elenco. Os protagonistas não têm química e nem carisma, apesar da beleza incontestável de Lily Collins (de 24 anos, fazendo a adolescente de 16 kkk), que dá forma à Clary Fray.  A fotografia dá todo o ar de obscuridade que a película precisa para encher nosso olhos de expectativas frustradas, pois o clímax deveria ter sido melhor trabalhado. Não disse que de todo foi ruim, mas que podia ter sido muito melhor podia! Pohá mano, nem parece aquela Hollywood, aquela potência que já nos deu tantos clássicos jovens maravilhosos! Eles tinham um ótimo material nas mãos, mas tudo o que fizeram foi mesclar elementos e somar 1+1, em vez de tentar inovar e fazer algo bom e aceitável como “Jogos Vorazes”. Fico por aqui, abração!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

ENTREVISTA: "Cara a Cara" com RENATA DIAS GOMES!

Como já disse a brilhante Virgínia Woolf: “Escrever é que é o verdadeiro prazer. Ser lido é apenas um prazer superficial”.

Nesse terceiro período de Jornalismo, estou aprendendo a entrevistar pessoas na disciplina de Redação Jornalística. Pensei: Sabe do quê mais? Vou exercitar o conteúdo assimilado!
Hoje, na minha primeira entrevista, eu tenho o prazer de conversar com ela, que é neta de ninguém menos do que o casal mais ilustre da dramaturgia brasileira, a linda e talentosa Renata Dias Gomes. Aos 6 anos, sua história sobre uma viagem imaginária ganhou o concurso de melhor redação do colégio, o que despertou nos familiares a certeza de que os saudosos autores Janete Clair e Dias Gomes não ficariam sem sucessor no segmento teledramatúrgico.

Em 2001 entrou para a faculdade de Cinema, testando diversas vertentes do segmento desde a roteirização à direção de curtas. Seu curta "Exílio Aqui Mesmo", produzido na época, foi classificado e exibido em diversas mostras e festivais. Iniciou a carreira em 2004, roteirizando documentários, institucionais e um seriado para TV fechada. Como colaboradora, escreveu para a novela “Alta Estação” - de Margareth Boury - e “Chamas da Vida” - de Cristianne Fridman. Em 2008 começam as primeiras especulações de um possível interesse do SBT em sua contratação. Embora desmentida, a "paquera profissional" se mostrou real com a contratação oficial de Renata no SBT em 2009. Em agosto de 2012 Renata assinou contrato com a Rede Globo.

A escritora...

Renata, primeiro eu preciso dizer que é uma honra ter você como a minha primeira convidada. Já começando o nosso bate papo assim na lata:
COMO É PRA VOCÊ SER NETA DE JANETE CLAIR E DIAS GOMES? EXISTE ALGUMA ESPÉCIE DE MISSÃO DE SUCEDER SEUS AVÓS NESSA ARTE DE ESCREVER NOVELA? VOCÊ SE SENTE ASSIM? TE COBRAM MUITO ISSO?

“Eu já nasci neta de Janete Clair e Dias Gomes, então, não sei como seria ser diferente. Eu me cobro muito, sou minha maior crítica, mas não me cobro suceder meus avós porque sei que é impossível. Por melhor que eu seja, não vou chegar aos pés deles que foram os melhores em tudo que se propuseram. Minha avó deu 100 pontos de audiência, meu avô ganhou Cannes. Eu ainda sou só uma autora em início de carreira. Por mais que eu aspire ser grande, não dá pra aspirar ser como meus avós. Também não senti até aqui essa cobrança por parte do público, acredito que porque estou ainda começando e indo cada degrau de uma vez sem pular etapas. Não sei como vai ser quando eu tiver um trabalho autoral relevante”.

COMO VOCÊ REALMENTE DESCOBRIU A VOCAÇÃO E DISSE “EU QUERO ESCREVER NOVELA”?
“Não sei! Sempre quis ser escritora e sempre quis escrever novelas. Não lembro como isso começou. Lembro que aprendi a ler e escrever muito cedo sozinha (pouco antes de completar 4 anos)e desde então já queria contar histórias. Nessa época eu já brincava de escrever histórias contando um pouquinho por dia e deixando um gancho pra continuar no dia seguinte. Sempre fui noveleira também e provavelmente por ter visto meu avô escrevendo novelas sempre entendi que isso era normal pra quem queria ser escritor”.

VOCÊ TAMBÉM TRABALHOU/TRABALHA COM CINEMA; COMO É A EXPERIÊNCIA?
“Eu estudei cinema na faculdade, mas não cheguei a trabalhar efetivamente com cinema. fiz alguns curtas, mas só amadores. Na faculdade eu pude experimentar estar no set de filmagem, o que também é uma delícia. Mas gosto mesmo é de trabalhar em frente ao computador”.

COMO É A ROTINA PROFISSIONAL DE UM COLABORADOR?
“Depende muito do estilo de cada autor. a rotina do colaborador depende diretamente da rotina do autor. A idéia é ficar disponível pro que ele precisar. Normalmente o autor manda diariamente uma escaleta pra que os colaboradores desenvolvam as cenas. Então o principal item da rotina de um colaborador é esperar a escaleta”.

O QUE FICA DEPOIS DE FINALIZAR UMA NOVELA?
“A sensação de terminar uma novela é de dever cumprido. Felicidade por ter realizado mais um trabalho”.

JÁ PENSOU EM PARTIR PARA O TEATRO?
“Muitas vezes e acredito que isso deve acontecer em breve. Eu amo teatro e na realidade foi meu primeiro meio de expressão ainda na escola. Tudo que eu escrevia virava peça de teatro. Depois acabei fazendo faculdade de cinema, entrando cedo pra TV e a estréia profissional no teatro ficou pra depois. Mas ela vai chegar”.

COMO VOCÊ ANALISA O MERCADO PARA QUEM QUER SEGUIR CARREIRA?
“É um mercado em crescimento. Se você pensar só em novelas pra TV aberta é um mercado muito pequeno porque há poucas emissoras produzindo e as novelas duram muito. Mas se pensar no mercado de séries também, a expansão está acontecendo! Eu sempre falo aos roteiristas iniciantes que não se foquem apenas nas novelas porque o campo abre bastante se pensar em produtoras independentes”.

QUAIS SÃO OS SEUS PLANOS PARA O FUTURO?
“Eu estou na equipe do Aguinaldo Silva pra sua próxima novela das 21 e esse é meu projeto principal. Paralelo a isso estou preparando projetos pessoais, mas ainda não dá pra falar sobre eles”.
Infelizmente o nosso bate papo com a Renata chegou ao fim, leitores. Muito obrigado pela sua colaboração, Renata. Fico muito feliz de você ter aceitado ser a minha primeira convidada, espero que a gente converse mais vezes. Saiba que admiro muito o seu trabalho!

“Nossa o prazer foi meu. Muito Obrigado pela oportunidade, conversaremos mais vezes. Bj.”

Então é isso galera, essa foi a minha primeira entrevista como “jornalista” (risos), espero que tenham curtido. Aguardem, porque vou lutar para falar com mais famosos escritores, jornalistas, roteiristas/diretores de cinema e TV. Passem sempre aqui pelo blog beleza? Abraço.





sábado, 17 de agosto de 2013

!SEMPRE PODE SER MELHOR! Percy Jackson e o Mar de Monstros.

Percy Jackson e o Mar de Monstros.
Experiência válida. É assim que eu posso definir minha sessão de Cinema neste sábado (17/8), ao ver o segundo filme da saga “Percy Jackson” intitulada como “O Mar de Monstros”. A adaptação do diretor Thor Freudenthal só é “menos deficiente” que a 1º assinada por Chris Columbus. É óbvio que uma adaptação cinematográfica de uma obra literária nunca será realmente fiel em todos os aspectos, porém não precisa se “escorar” nos efeitos especiais para garantir alguns suspiros de “ÓÓÓh Que lindo! ÓÓÓh que irado, véi!”.  Fala sério, o filme está parecidíssimo com uma produção infantil da Disney ou série da Nick.
O Hipocampo Arco-Íris.
A resolução do confronto final foi ridiculamente rápida e fácil demais. Gosto muito dos livros, a série que um dia foi apontada como sucessora da magia avassaladora “Harry Potter” (sim caro leitor, ousaram a fazer essa cogitação insana) tem um ótimo texto literário, mas os diálogos do filme são tão piegas e as vezes tudo soa muito “no sense” e até mesmo clichê. A única personagem que parece ter vida própria e mexe com o espectador é a individualista e convencida Clarisse La Rue, que não teve sua devida aparição em “O Ladrão de Raios” (1º adaptação).

Clarisse com o disputado e mítico "Velocino".
A tecnologia 3D foi desperdiçada, o único efeito realmente legal foi bem no início: quando uma água viva passa “por dentro do espectador”. O ataque do Touro de Bronze foi muito mais emocionante que o dito clímax final. A direção por vezes pareceu bem preguiçosa e o roteiro arrastado.

O Touro de Bronze.
Enfim, vocês devem estar me achando um louco por ter começado o texto dizendo que foi uma experiência válida, e foi mesmo, só que pra constatar mais uma vez que livros sempre serão melhores que suas respectivas adaptações para a telona. Não há nada que pague o prazer de desfrutar de um cine particular na sua tela mental, enquanto seu cérebro decodifica aquelas letrinhas, palavras que são capazes de despertar emoções indescritíveis. 
Grover, Anabeth e Percy.
E olha que eu AMO CINEMA, sou cinéfilo mesmo! Só espero que eu seja mais feliz vendo a adaptação de “Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos”, que ele me dê as alegrias da época de “Harry Potter”, as que “Percy Jackson” ainda não conseguiu. Abração, até mais!
Os meio-sangue no barco de Ades.
PS: Se você nunca leu o livro e quiser ver o filme: será "uma experiência válida" hahaha Você não sentirá muito o que eu escrevi aqui, a não ser que também seja cinematograficamente exigente. Abraço.